Comércio paulista registra “crescimento chinês” no primeiro trimestre
Dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Paulista (PCCV), da Fecomercio, apontam alta de 11% no faturamento real do varejo
São Paulo, 12 de maio de 2010 – A Pesquisa Conjuntural do Comércio Paulista (PCCV), levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) que mede o comportamento do varejo na Grande São Paulo, fechou o primeiro trimestre deste ano com crescimento de 11% sobre o mesmo período de 2009. Trata-se do maior índice de aumento trimestral da década, resultante da conjunção inédita de vários fatores positivos: crédito, renda e emprego, além da permanência de estímulos fiscais para algumas linhas de produtos.
As três principais atividades do varejo da Região Metropolitana de São Paulo, em termos de peso relativo (supermercados, eletrodomésticos e comércio automotivo) apresentaram, ao longo desses três meses iniciais de 2010, uma expansão significativa de faturamento real, que foi decisiva para o resultado final do indicador.
De acordo com Altamiro Carvalho, assessor econômico da Fecomercio, essa expansão do faturamento se deve em grande parte aos estímulos econômicos concedidos pelo Governo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “A redução no nível de desemprego, que está em um dos menores patamares já registrados pelo IBGE, e o aumento da massa salarial real, foram outros determinantes para o aumento do nível de consumo, que culminou no excepcional resultado apresentado na PCCV”, explica.
Principal atividade do varejo, correspondendo a 33% do faturamento do setor, os supermercados apresentaram alta de 3,4% no trimestre. Vale ressaltar que a base comparativa já era relativamente alta, uma vez que, durante a crise financeira mundial, iniciada ao fim de 2008 e que entrou em uma fase mais aguda no início de 2009, os consumidores direcionavam suas compras essencialmente para os bens de consumo não-duráveis, caso principalmente de alimentos.
Mesmo com essa alta concentração de compras no início do ano passado, os dados de 2010, nesse segmento, impressionam por registrarem nova expansão.
| PESQUISA CONJUNTURAL DO COMÉRCIO VAREJISTA NA RMSP | ||||
| FATURAMENTO REAL | MARÇO DE 2010 | |||
| GRUPO/ATIVIDADE | mar/2010 | mar/2010 | Acumulado | |
| fev/2009 | mar/2009 | no ano | ||
| COMÉRCIO GERAL | 22,7% | 13,6% | 11,0% | |
| Lojas de Departamentos | 6,4% | -1,2% | -1,7% | |
| Lojas de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos | 12,7% | 23,1% | 12,0% | |
| Lojas de Móveis e Decorações | 7,0% | 4,2% | 13,6% | |
| Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados | 10,2% | 16,5% | 14,4% | |
| Supermercados | 16,2% | 7,1% | 3,4% | |
| Farmácias e Perfumarias | 14,0% | 11,0% | 13,2% | |
| Comercio Automotivo | 38,6% | 17,3% | 16,8% | |
| Lojas de Material de Construção | 32,9% | 7,0% | -1,5% | |
| (*) Deflacionado pelo IPCA-Brasil IBGE | ||||
| (**) Base dos índices: janeiro/2007 = 100,0 | ||||
| FATURAMENTO NOMINAL | MARÇO DE 2010 | |||
| GRUPO/ATIVIDADE | mar/2010 | mar/2010 | Acumulado | |
| fev/2009 | mar/2009 | no ano | ||
| COMÉRCIO GERAL | 23,4% | 17,6% | 14,6% | |
| Lojas de Departamentos | 6,9% | 4,0% | 3,1% | |
| Lojas de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos | 13,3% | 29,5% | 17,5% | |
| Lojas de Móveis e Decorações | 7,6% | 9,5% | 19,1% | |
| Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados | 10,7% | 22,5% | 19,9% | |
| Supermercados | 16,8% | 12,6% | 8,4% | |
| Farmácias e Perfumarias | 14,6% | 16,7% | 18,7% | |
| Comercio Automotivo | 39,4% | 23,3% | 22,5% | |
| Lojas de Material de Construção | 33,6% | 12,5% | 3,3% | |
A concessão de crédito para pessoas físicas cresceu 22% no trimestre ante mesmo período de 2009, segundo dados do Banco Central, oferecendo financiamentos a custos menores e prazos mais dilatados, provendo sustentação para o consumo de bens duráveis, principalmente. Além disso, o nível de desemprego na Grande São Paulo permaneceu nos menores patamares dos últimos anos, flutuando ao redor dos 8%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que implicou no aumento significativo da população ocupada. Como consequência, a massa real de salários registrou expansão de 2% em março na região metropolitana. A essa conjunção positiva somou-se a desoneração fiscal em alguns segmentos específicos que resultaram no expressivo índice de consumo apurado.
Combinados, esses fatores resultaram no crescimento de 16,8% no faturamento real do comércio automotivo; 12% em eletrodomésticos e eletroeletrônicos; e 13,6% em móveis e decoração.
A Fecomercio avalia, a partir dos dados apresentados, que quando há qualquer iniciativa de redução da carga fiscal para o setor produtivo há uma resposta clara, tanto das empresas quanto dos consumidores, aos objetivos buscados, com queda nos preços e ativação do ritmo produtivo.
Carvalho aponta que os dados apurados de vendas varejistas no trimestre corroboraram plenamente os resultados dos demais indicadores produzidos pela Fecomercio, como o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) e da Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que vêm mostrando, desde o final do ano passado, uma continua elevação da segurança que as famílias sentem em relação à econômica. “Além disso, os paulistas estão muito mais propensos ao consumo e, o que é ainda mais positivo, dispostos a manter esse ritmo de compras nos próximos meses”, destaca o economista.
São indícios positivos de um mercado que cresce sem registrar, até aqui, pressões de preços ou choques de oferta. Por isso, o inconformismo da Fecomercio com a retomada da prática de juros elevados para conter supostas pressões inflacionárias, que na realidade inexistem.
O quadro conjuntural é, portanto, saudável. Entretanto, não permite desatenção quanto a algumas variáveis preocupantes, como o câmbio e a taxa de juro, que expõem fragilidades da atual política econômica.
Sobre a Fecomercio
A Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Representa empresas e congrega 152 sindicatos patronais, que abrangem mais de 600 mil companhias que respondem por 11% do PIB paulista – cerca de 4% do PIB brasileiro – gerando em torno de cinco milhões de empregos.
Mais informações:
Assessoria de Imprensa Fecomercio
Fischer/Sá Marketing Engineering Group
Jander Ramon – jander.ramon@fischersagroup.com.br
(11) 2769-4908
Adriana Dorante – adriana.dorante@fischersagroup.com.br
(11) 3254.1752
Raphael Ferrari – raphael.ferrari@fischersagroup.com.br
(11) 2769-4908
Thiago Dias – thiago.dias@fischersagroup.com.br
(11) 2769-4908
Diretor de Comunicação Integrada
Marcus Barros Pinto – marcusbp@fischersagroup.com.br
(11) 2769-4908
Biografia do Autor
Website: Rosana
Print This Post



Loading ...


